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ACADEMIA
SOBRE O PROFESSOR DA GUARDA MUNICIPAL
DE VARGINHA
Sensei Washington Fonseca Borges
Bacharel
em Psicologia, Instrutor de Defesa Pessoal Policial Especializada (DPPE),
responsável pelo treinamento da Guarda Municipal de Varginha
– MG desde sua criação em 2005, aonde vem ministrando
aulas de Aikido, modalidade marcial japonesa que visa melhorar a qualidade
de vida aos seus praticantes, através da sua filosofia, seja como
arte, autodefesa ou mesmo c/o atividade física, visando equilíbrio
emocional, condicionamento físico, cultura e todos os demais valores
propagados pelas artes marciais tradicionais; e o Sistema Takemussu Policial
– Curso indicado p/a Policiais e Profissionais da Área de
Segurança que necessitem aprisionar pessoas sem causar lesões
corporais. O curso engloba Técnicas de Defesa Pessoal e Técnicas
de Controle, Imobilização e Aprisionamento Policial, Abordagem
e uso do Bastão Tático Policial (Tonfa Policial) PR-24/BTP.
Discípulo direto do Mestre Wagner
Bull (Shihan 6º Dan), Presidente da Confederação Brasileira
de Aikido Instituto Takemussu – Brazil Aikikai, praticante desde
de 1968 e um dos maiores divulgadores da arte no Brasil, sendo o primeiro
professor nascido na América do Sul a conseguir o titulo de Mestre
em toda a história do Aikido.
Instruído diretamente também
pelo renomado Prof. Nelson Requena – Artífice do sistema
Takemussu Polical, líder do Aikido na Venezuela, ex-membro das
Forças Armadas e Instrutor Policial da Academia de Polícia
de Chacao – Caracas, desde sua fundação em 1992.
Aikikai International Yudansha Card,
Credencial Internacional de Faixa Preta do Aikikai Hombu Dojo de Tóquio,
Japão; Filiado a Confederação Brasileira de Aikido
Instituto Takemussu – Brazil Aikikai e a Federação
de Aikido do Estado de MG.
Possuidor de diversos cursos nas áreas
de Psicologia, Psiquiatria, Sociologia, Filosofia e Direito; seminários
de Arte Marciais com renomados Mestres da América do Sul e do Brasil,
Japão, Europa e EUA; em 1º Socorros – Sarg. Camino –
1º Grupamento de Bombeiros – Posto do Cambuci SP/SP.
Promotor de Direitos Humanos pela 151ª
Cia PM do 24º BPM de Três Pontas/ MG: Direitos Humanos; Direito
Internacional Humanitário; Conduta Ética e Legal na Aplicação
da Lei; Captura e Detenção; Grupos Vulneráveis; Uso
da Força e Armas de Fogo; Vítimas da Criminalidade e do
Abuso de Poder; Treinamento c/ Armas de Fogo; Técnica Policial
(Abordagem a pessoas, veículos e edificações).
Aperfeiçoamento em Técnicas
Policiais: Técnicas preventivas frente a situações
de perigo; Técnicas de Controle e Aprisionamento com uso de Algemas
e Cintas Plásticas (Flex Cuff); Técnicas de Abordagem e
Imobilização; Técnicas de Revista e Translado de
pessoas algemadas; Manuseio e desarme de armas de fogo e armas brancas;
Meios alternativos de contenção e dispersão; e outros.
A ARTE DA PAZ - GUARDA MUNICIPAL
O
Aikido é uma arte marcial tradicional – não competitiva,
originária do Japão e criada pelo Mestre Morihei Uyeshiba
(1883 – 1969), que concentrou nela toda a essência do conjunto
de artes marciais japonesas (Budô).
Em combate, o Aikido pode se revelar uma forma terrível de luta,
eficiente e rápida. A arte se baseia num sistema de esquivas, projeções,
torções e golpes traumáticos onde o praticante pode
controlar e imobilizar seu oponente, sem fazer uso da força bruta,
evitando assim feri-lo. É uma forma de combate dinâmico e
enérgico, que permite ao praticante dominar vários atacantes
ao mesmo tempo, sem, no entanto, se não quiser, provocar danos
à saúde destes.
O Aikido tem por objetivo proporcionar uma melhor qualidade de vida aos
seus praticantes, através de sua filosofia, seja como arte, autodefesa
ou mesmo como atividade física, visando equilíbrio emocional,
condicionamento físico (adequado a qualquer idade), cultura e todos
os demais valores propagados pelas artes marciais tradicionais.
A técnica correta de Aikido permite que pessoas mais fracas enfrentem
pessoas mais fortes, aumentando sua segurança emocional e possibilitando
ao praticante disciplinar-se a conciliar a força com a sabedoria
tornando-se uma pessoa mais maleável e sociável.
Seu fundador afirmava: “O importante não e lutar contra um
inimigo e derrota-lo. É mais do que isso é derrotar os inimigos
internos, a insegurança, o receio. É descobrir a maneira
de conciliar as diferenças que existem no mundo e fazer dos seres
humanos uma grande família. É compreender as leis do universo,
tornar-nos unos com ele. Esse entendimento se dará pelo treinamento
persistente”.
Buscando coordenar à perfeição as atividades conjuntas
do corpo e da mente, em profunda unidade com as leis naturais, o Aikido
propicia ao seu praticante, através do treinamento persistente,
o domínio das técnicas de concentração e relaxamento,
possibilitando: o combate ao “stress”, a defesa pessoal, a
manutenção da saúde e a longevidade.
Os movimentos do Aikido são cheios de vigor e energia, é
a defesa pessoal pelo desenvolvimento integral do homem reaprendendo a
utilizar o Ki (energia vital), aplicando sempre o princípio da
não resistência e da abstenção da força
bruta, reencontrando sua origem divina, curando-se das doenças
do corpo e da mente.
Conseqüentemente pessoas de ambos os sexos e de todas as idades podem
praticá-lo, sentindo-se atraídos com a real possibilidade
de treinar a mente e o corpo, forjando inclusive um caráter equilibrado,
temperando-se para todos os momentos da vida.
TAKEMUSSU POLICIAL
O TREINAMENTO DA GUARDA MUNICIPAL DE VARGINHA
Aplicações do Aikido do Instituto Takemussu na Polícia
A
escalada da violência tem levado os policiais regulares e as forças
de segurança particulares a adotarem táticas de abordagem
que, em muitos casos, podem causar lesões físicas e constrangimento
moral produzindo danos irreparáveis às pessoas.
Ao mesmo tempo, as entidades de defesa dos direitos humanos, a imprensa
e a população de maneira geral, têm exigido de nossas
forças de segurança uma postura menos truculenta no lidar
com suspeitos e no patrulhamento diário das ruas. Isto coloca o
policial e os membros de segurança diante de sérios dilemas,
tais como:
q Como zelar pela segurança da comunidade sem entrar em choque
com ela?
q Como realizar um patrulhamento eficaz sem colocar em risco a própria
vida, a dos cidadãos comuns e a do suspeito?
q Como lidar com esta onda de violência sem se nivelar por baixo
na questão ética e moral?
q Como resgatar a aura de respeito das agências policiais junto
à comunidade?
Historicamente, nos cursos oferecidos nas academias de formação
policial, se interpretava que o cidadão considerado suspeito, ou
em desvio, que cometia um delito, infringindo a Lei, deveria ser tratado
com um meliante, o que justificava o aprisionamento com golpes e técnicas
traumáticas provocando lesões graves na pessoa detida.
Este tipo de conduta, além de ir contra os direitos humanos internacionalmente
assegurados, pode incitar ações em virtude de delitos ou
atos ilegais tipificados nos Códigos Civis (ações
indenizatórias por perdas e danos morais) e Penal (Crime de lesão
corporal, de constrangimento ilegal e outros) denegrindo a imagem da polícia
e das agências de segurança.
Visando ajudar a resolver este problema no Brasil, o Instituto Takemussu,
incentivador de um Aikido marcial e eficiente, na pessoa de seu expoente
maior, o Shihan Wagner Bull (6º Dan), renomado Mestre com 40 anos
de experiência no ensino da arte, decidiu reunir seu corpo de professores,
constituído de advogados, médicos, juristas, policiais,
mestres de artes marciais e empresários da área de segurança,
para juntos, adaptarem a experiência bem sucedida a, mas de 15 anos,
testada nas ruas da Venezuela, para nosso país, desenvolvendo um
curso que permitisse aos praticantes, num curto espaço de tempo
atingirem a capacidade plena nas habilidades e destrezas das técnicas
de imobilização e controle Policial, permitindo o completo
domínio e translado de um agressor ou suspeito, sem causar-lhe
dano físico ou moral desnecessário.
Assim, embasado na experiência bem sucedida da Polícia Venezuelana
e tendo por artífice o Prof. Nelson Requena, líder do Aikido
neste país, ex-membro das Forças Armadas e Instrutor Policial
da Academia de Polícia de Chacao – Caracas, desde sua fundação
em 1992, e visando fornecer um sistema para policiais e agentes de segurança
que efetivamente atenda às necessidades reais de nossas agências
e entidades, nasce o Takemussu Policial, curso inspirado nas técnicas
do Aikido como faz a Polícia Metropolitana de Tóquio, indicado
p/a Policiais e Profissionais da Área de Segurança, que
necessitem aprisionar pessoas sem causar lesões corporais.
O Curso Takemussu Policial objetiva preparar o Policial ou Agente de Segurança,
que possua ou não conhecimento prévio de defesa pessoal
ou artes marciais, para que possa defender-se adequadamente de possíveis
situações de conflito, neutralizando estas de maneira simples
e o mais rápido possível, com o mínimo de danos sofridos
por ele, e pelo agressor.
No Brasil o curso foi avaliado por uma junta de juristas, médicos
e profissionais atuantes na área de Direitos Humanos, comprovando
sua eficiência e atestando sua integridade ética, considerado-o
aplicável, sem ferir os aspectos da Legislação Brasileira
quanto ao uso de força e os aspectos da Medicina Legal que envolvem
golpes traumáticos que podem responsabilizar Policiais e Agentes
de Segurança.
TAKEMUSSU POLICIAL
“Eficiência Sem Violência”
O
Takemussu Policial é um curso indicado p/a Policiais e Profissionais
da Área de Segurança que necessitem aprisionar pessoas sem
causar lesões corporais. O curso engloba Técnicas de Defesa
Pessoal e Técnicas de Controle, Imobilização e Aprisionamento
Policial.
O Curso Takemussu Policial objetiva preparar o Policial ou Agente de Segurança,
que possua ou não conhecimento prévio de defesa pessoal
ou artes marciais, para que possa defender-se adequadamente de possíveis
situações de conflito, neutralizando estas de maneira simples
e o mais rápido possível, com o mínimo de danos sofridos
por ele, e pelo agressor.
O curso é de autoria do Prof. Nelson Requena, responsável
pela Venezuela Aikikai, aonde vem sendo ministrando o mesmo a mais de
15 anos como matéria obrigatória na formação
dos Policiais de Chacao - Caracas, sendo considerado o método mais
completo e moderno de aprisionamento da América Latina.
Vale salientar que o Aikido, Arte Marcial que inspirou o Curso em tela,
é hoje referencia nos meios militares, como o sistema ideal de
controle e aprisionamento policial, sendo usada pelos Fuzileiros Navais
Americanos (U.S. Navy SEAL), famosos por sua eficiência e considerado
o mais bem preparado grupo militar do mundo, pelo MOSSAT de Israel, o
melhor grupo antiterrorismo da atualidade, pela Polícia Metropolitana
de Tókio – Japão, e até mesmo por vários
agentes de seguranças VIP, há exemplo disto dois dos agentes
do Ex-presidente Bill Clinton (EUA) são conhecidos aikidoístas.
Tendo por objetivo principal promover o “Aprisionamento sem Violência”,
o Curso Takemussu Policial preenche a lacuna existente nos métodos
de aprisionamento mais difundidos no mundo, posto que permite aprisionar
suspeitos ou cidadãos em desvio sem lhes acarretar danos de natureza
moral ou física. Ao assim agir, o agente de segurança ou
policial, exerce sua função sem infringir os direitos humanos
internacionalmente assegurados, e mantém a mesma eficiência
física ao promover o aprisionamento de forma a impedir a fuga ou
o revide do suspeito/criminoso.
Em outras palavras, o Curso Takemussu Policial, permite o cumprimento
integral do dever do Policial ou Agente de Segurança, sem o uso
da violência, com eficiência, e com total proteção
dos direitos, tanto do agente quanto do aprisionado, tornando-o o mais
perfeito método de aprisionamento, controle, imobilização
e defesa pessoal da atualidade na América Latina.
O Curso Takemussu Policial, trás em seu programa, dentre outros
ensinamentos: preparação física e mental do Policial
ou Agente de Segurança, técnicas preventivas frente a situações
de conflito, técnicas de defesa contra aprisionamentos, funcionamentos
da biomecânica e manuseio das articulações, técnicas
de revista, controle e condução (com ou sem o uso de algemas),
defesa contra ataques com objetos contundentes, desarme de armas brancas
e de fogo em contato e a curta distância, Aspectos da Legislação
Brasileira e da Medicina Legal, e muito mais.
Finalmente cumpre ressaltar que no Brasil o curso foi avaliado por uma
junta de juristas, médicos e profissionais atuantes na área
de Direitos Humanos, comprovando sua eficiência e atestando sua
integridade ética, considerado-o aplicável, sem ferir os
aspectos da Legislação Brasileira quanto ao uso de força
e os aspectos da Medicina Legal que envolvem golpes traumáticos
que podem responsabilizar Policiais e Agentes de Segurança
Como referência as Agências e entidades atuantes na área
de segurança em nossa região temos a Guarda Municipal de
Varginha – MG, pioneira na implantação do sistema
em 2005 como disciplina obrigatória e permanente a seu efetivo,
elevando-o a ícone de modernidade tecnológica e treinamento
Policial em nossa região.
Programa Básico de Técnicas
de Imobilização, Controle
e Aprisionamento Policial do Sistema TAKEMUSSU POLICIAL
DA GUARDA MUNICIPAL DE VARGINHA
Atitude Mental do Agente de Segurança
q Profissionalização do Agente de Segurança
q Síndrome de “Rambo” e busca do “Troféu”
q Analise de situações de conflito: “Gerenciamento
de Crise”
q Adequação das emoções e de reações
frente a situações de conflito
q Preparação Física e Treinamento Mental
q Técnicas de relaxamento e de respiração
Técnicas de Controle e Aprisionamento
Policial
q Conceituação e definição das técnicas
de Defesa Pessoal Policial
q Sobre o uso inadequado das técnicas de “Defesa Pessoal
de Academia” na rotina Policial
q Eficiência Policial real: “DPPE - Defesa Pessoal Policial
Especializada”
q Funcionamentos da biomecânica e manuseio das articulações
q Quedas e Rolamentos
Técnicas de Defesa Contra Aprisionamentos
q Deslocamento do corpo e movimentação instintiva
q Controle das articulações para imobilização
e contenção
q Utilização de pontos de dor e bloqueios Articulares
Alavancas e Projeções
q Avaliação para uma utilização adequada das
técnicas de projeção
q Efeitos colaterais e riscos de sua utilização indevida
q Ponto de desequilíbrio e aplicações das técnicas
de projeção
Colocação de Algemas,
Condução e Revista
q Colocação de algemas e utilização de cintas
plásticas para contenção q Condução
sem algemas, busca e revista policial
Defesa contra ataques com objetos contundentes
q Linha central e distância vital, Técnicas de Absorção
e Antecipação
q Projeção e desarme, controle e colocação
de algemas
Defesa contra ataques com armas brancas
q Localização e Avaliação da Arma, Distância
vital
q Técnicas de antecipação, distração
e ponto de foco,
q Projeção e desarme, controle e colocação
de algemas
Defesa contra armas de fogo em contato
e curta distância
q Avaliação da situação e posicionamento de
terceiros q Adequação tática e neutralização
da linha de fogo
q Controle e desarme (Luxação), projeção e
imobilização,
q Colocação de algemas e condução
Estratégia de confrontação
com parceiros
q Posicionamento tático do parceiro de apoio
q Deslocamento em grupo, distração e ponto de foco
q Controle e imobilização, colocação de algemas
e condução
Aspectos da Legislação
Brasileira quanto ao uso de força que podem responsabilizar policiais
e agentes de segurança
q Promoção do aprisionamento de suspeitos ou cidadãos
em desvio sem lhes acarretar danos de natureza moral ou física
q Execução da função policial sem infringir
os direitos humanos internacionalmente assegurados, mantendo a mesma eficiência
física ao romover o aprisionamento de forma a impedir a fuga ou
o revide do suspeito/criminoso.
Aspectos da Medicina Legal que envolvem
golpes traumáticos causados por policiais e agentes de segurança
q Promoção do cumprimento do dever policial, sem o uso da
violência, com eficiência, e com total proteção
dos direitos, tanto do agente quanto do aprisionado
TONFA POLICIAL
Programa Básico de uso do Bastão Tático Policial
PR-24
q TONFA – Da origem histórica
a implantação no segmento Policial
q Sobre o uso inadequado das técnicas de “Defesa Pessoal
de Academia” na rotina Policial
q Eficiência Policial real: “DPPE - Defesa Pessoal Policial
Especializada”
q Atitude Mental do Agente de Segurança: “Profissionalização
do Agente”
q Analise de situações de conflito: “Gerenciamento
de Crise”
q Preparação Física: “Exercícios Específicos
da Rotina Policial”
q Funcionamentos da Biomecânica e manuseio das Articulações
q Utilização de Alavancas Mecânicas e Técnicas
de Forçamentos
q Utilização dos conceitos de “Bailarinas” e
do “Stop Brake”
q Técnicas de Controle e Aprisionamento Policial
q Técnicas de Forçamentos e Torções
q Técnicas de Absorção de golpes e pancadas
q Técnicas de Antecipação contra Agarramentos
q Técnicas de Defesa contra Chutes e Socos
q Abordagem Ofensiva p/a Intervenção
q Abordagem Ofensiva p/a Choque
q Abordagens c/ Sistema de Enlace
q Abordagens c/ Sistema de Forçamentos
q Desarmamentos de Armas Brancas
q Desarmamentos de Contundentes
q Estratégia de confrontação c/ vários operacionais
de apoio
q Utilização e colocação de Algemas
q Utilização de Flex Curff: “Cintas Plásticas
de Contenção”
q Condução e Translado Policial
q Busca e Revista Policial: “Sistema Takemussu Policial”
q Aspectos da Legislação Brasileira quanto ao uso de força
que podem responsabilizar policiais e agentes de segurança (Execução
da função policial promovendo aprisionamento de suspeitos
ou cidadãos em desvio sem lhes acarretar danos de natureza moral
ou física)
q Aspectos da Medicina Legal que envolvem golpes traumáticos causados
por policiais e agentes de segurança (Promoção do
cumprimento do dever policial, sem o uso da violência, com eficiência,
e com total proteção dos direitos, tanto do agente quanto
do aprisionado).
O USO DA TONFA POLICIAL
Esclarecemos
que a PR-24 (doravante denominada Tonfa Policial) e suas técnicas
são de uso exclusivo da área de Segurança Pública
e Privada, pois fazem parte da defesa do dia-a-dia desses profissionais.
Como digo sempre, as técnicas de Tonfa das artes marciais são
eficientes somente para as artes marciais.
A necessidade desse tratamento rigoroso para com a Tonfa Policial dá-se
por sua eficiência, como também pelos danos causados por
sua possível má utilização. Se cair em mãos
erradas, pode levar um inocente à morte. Ao dificultar sua aquisição
e seu porte sem habilitação, muitos problemas são
evitados.
Contudo, como poderia inicialmente parecer, as técnicas com Tonfa
utilizadas em artes marciais não tem utilidade na Segurança
Pública e Privada, pois tais técnicas são especialmente
desenvolvidas para cada tipo de luta. O dia-a-dia da Segurança
é bem diferenciado, já que existem certos tipos de ocorrências,
tais como conflitos, desocupação de terras, tumultos em
estádios, agressões a pauladas, chutes, facadas e etc, em
que nada adiantaria utilizar as técnicas exclusivas das Artes Marciais.
Em alguns poucos países da Europa, armas de fogo são empregadas
por Policiais apenas em Operações Especiais, já que
entendem que, para o policiamento ostensivo diário, lá não
há a necessidade do uso delas, sendo muito prático deter
um individuo com a PR-24 ao invés de precisar utilizar disparos
de Armas de Fogo as quais, em mãos despreparadas, podem vir a atingir
inocentes. Vale lembrar que os policiais que empregam a Tonfa em tais
países são altamente treinados para isso.
Por nossos conhecimentos de Artes Marciais e dedicação à
área de Segurança, envolvemo-nos em vários estudos
e tipos de treinamento com a Tonfa Policial, tirando disso um grande proveito
para o nosso dia-a-dia, já que foram desenvolvidas técnicas
seguras e avançadas, adequadas à nossa realidade.
Verificou-se que, em nossos acontecimentos atuais, o cassetete deixava
muito a desejar, principalmente para os elementos pertencentes a Segurança
Privada, os quais – por força de lei – não podem
portar algemas. Assim, eram distribuídas várias “CACETADAS”
e o infrator passava a tornar-se vítima, algo que ainda acontece,
e muito.
A Tonfa Policial, por sua vez, propicia a seus portadores, defesas e imobilizações
eficientes, comprovadas pela utilização mundial de tal artefato,
durante muitos anos, por parte de vários usuários devidamente
habilitados e plenamente satisfeitos com os bons resultados por eles obtidos.
A seguir dividiremos o tema “Tonfa” em tópicos para
melhor podermos compreender e estudar sua origem histórica, sua
introdução nas Artes Marciais e sua evolução
aos dias atuais onde foi mundialmente aceita no segmento de segurança
como instrumento de eficiência e profissionalismo policial.
O QUE É TONFA?
Antes
de falarmos da Tonfa, devemos dar a definição de Bastão,
como vocês poderão ouvir falar diversas vezes. Bastão
é uma vara de pau ou outro tipo de material que se usa para servir
de apoio ou de arma. No início da década de 40, o bastão
se transformou em um instrumento de defesa. Sua figura intimida agressores,
pois ainda apresenta a imagem de força e poder nas mãos
dos profissionais de segurança.
A Tonfa Tradicional era um instrumento originalmente confeccionado em
madeira roliça e dura, muito usado em Academias de Artes Marciais,
sendo o único instrumento apropriado para se defender de ataques
dos sabres (Katana – Espada Japonesa), de bastões e armas
articuladas (Nunchaku).
Muitas pessoas vêem a Tonfa como um simples pedaço de madeira
com toco na lateral, só que este toco denomina-se MANETE, e a Tonfa,
é mais que um simples objeto, na realidade podemos considerá-la
como uma arma, pois se usada de maneira incorreta pode levar a pessoa
atingida à morte.
As pessoas que praticam artes marciais para obterem autocontrole físico
e mental, só que muitos se deparam, com professores que ensinam
de maneira errada, digo, na realidade são pessoas despreparadas
que entram em uma academia, e aprendem o mínimo e já se
julgam serem ótimos professores, passando a ensinar para o aluno
o que na realidade ele não sabe, ou seja, já ouviu falar
da Tonfa, só que nunca praticou o que deveria ter praticado, passando
a ensinar ataques diversos com a mesma, sendo que a Tonfa é um
instrumento de autodefesa e não de ataque.
AS ORIGENS HISTÓRICAS
DA TONFA
Por
nossos conhecimentos de Artes Marciais e dedicação a especialização
do magistério de um sistema de Defesa Pessoal Policial Especializada,
tivemos a oportunidade de visitar várias Corporações,
Órgãos e empresas que se utilizam da Tonfa, e tivemos uma
péssima impressão, pois muitas vezes os profissionais acabam
causando lesões corporais em outros e até mesmo se auto
agredindo, ou por muitas vezes deixando de utilizar de um material eficiente,
por achar dificuldades na utilização, ou por medo. Muitos
desses profissionais perderam a Tonfa em ocorrências, e conseqüentemente
pagam outra para o órgão em que trabalham.
A Tonfa tem sua origem no Kobudô Japonês, que é o estudo
das técnicas antigas de artes marciais japonesas, mais precisamente
teve sua origem na ilha de Okinawa para defesa de seus habitantes. A Tonfa
passou por um processo de evolução e teve vários
nomes, como: TWNFA, TUINFA, TONKUWA, TUNFA, TUIFA e TONGWA. A hipótese
mais aceita pelos especialistas no assunto é de que inicialmente
era uma ferramenta agrária utilizada na colheita de grãos,
mais precisamente para descascar e moer arroz, na confecção
do saquê, uma bebida muito popular consumida neste país.
Foi então uma arma improvisada, oriunda da necessidade de defesa,
não era uma arma de guerra, veio da adaptação de
ferramentas agrárias como tantas outras armas do repertório
do antigo Kobudô, há ex. do Nunchaku (vara articulada de
descascar grãos), o Sai (Tridente usado para plantar grãos),
Ekudi (Remo dos barcos de pesca) e a Kama (pequena foice de colher arroz).
Uma curiosidade sobre a Tonfa é que com o passar do tempo não
era incomum vela sendo usada como cabide para pendurar kimono nos antigos
Dojôs. Penso que faziam isto para ocultar seu verdadeiro propósito
dos inimigos.
Estas armas até então improvisadas, tiveram sua pratica
associada ao Karate (Caminho das Mãos Vazias) e ao Kempo (Mão
da China), pois eram as artes marciais praticadas naquele tempo em Okinawa
como defesa pelos habitantes, duas Tonfas eram freqüentemente usadas
simultaneamente, e era uma arma muito eficiente contra ladrões,
posteriormente, devido a sua eficiência acabou sendo incorporada
por outros sistemas de lutas e sendo difundida pelo mundo também
no Kung Fu (Chinês), no Tae Kwan Do (Coreano) e em outras artes
Marciais.
Observando-se que a Tonfa era apenas um instrumento agrário, começamos
a imaginar como é que se tornou um instrumento de defesa. Esta
é uma história muito bonita e interessante.
A China é herdeira de uma civilização com mais de
4 mil anos de registros históricos contínuos, mas que só
no século XIII mantém contato freqüente com o Ocidente,
por intermédio de mercadores, como o veneziano Marco Pólo.
A Tonfa era chamada de Tonkuwa na antiga China, era um instrumento utilizado
para bater grãos de arroz nas lavouras. Durante a Invasão
japonesa na China, o Imperador japonês confiscou todas as armas
que estivessem em mãos dos chineses, a fim de evitar possíveis
rebeliões, estratégia usada pelos EUA na ocupação
do Japão na 2ª Guerra Mundial.
Até a segunda metade do século XIX, o Japão resiste
ao imperialismo ocidental. Em 1874, o Japão envia tropas contra
Taiwan para testar a resistência chinesa. Porém por normas
fundamentadas pelo Reino Unido os japoneses retiram suas tropas da China.
O expansionismo japonês volta a se manifestar em 1879 com a anexação
das ilhas Ryukyu, sob protesto chinês. O principal objetivo do Japão,
porém, é a Coréia, que ocupa posição
estratégica e possui grandes reservas minerais, especialmente de
carvão e ferro. A China, também busca consolidar sua influência
nessa região. Surgem confrontos armados entre facções
coreanas pró-China e as favoráveis ao Japão. Os dois
países enviam tropas para conter o conflito. Os japoneses insistem
em permanecer na Coréia, o que a China considera uma agressão
a seus interesses.
A guerra começa em agosto de 1894 com o bombardeio de barcos japoneses
pelas forças navais chinesas. O Japão contra-ataca derrotando
o adversário. No início de 1895 invade também a Manchúria
e a província de Chan-tung, toma porto Arthur e controla o acesso
marítimo e terrestre a Pequim. A China sofria basicamente um processo
de escravidão, tudo que se produzia naquele país era para
benefício do Japão. Todos na China já estavam exaustos
com a exploração japonesa, pois se tornaram escravos do
Japão.
Um dia um jovem agricultor da ilha de Okinawa até então
tomada pelo império do sol nascente e mesclada culturalmente à
China, foi agredido em praça pública por um ocupante japonês,
cansado de apanhar, não teve outra escolha a não ser, tomar
a Tonkuwa (Tonfa) das mãos de uma das mulheres que batiam arroz
para se defender do Bo, ou seja, a vara longa, usada naquela época
pelos ocupantes japoneses. Brilhantemente o rapaz conseguiu se safar do
ataque. Foi um fato que jamais saiu da mente dos que presenciaram a cena.
Completamente inovador e genial. Quem diria, um instrumento agrário,
virando um instrumento de defesa?
Nascia para os habitantes de Okinawa que se refugiavam nas lavouras, a
esperança de serem livres... Estes passaram a se utilizarem de
várias outras ferramentas agrárias, tais como a vara longa
(BO), o tridente (SAI), e a foice (KAMA), além dos remos dos barcos
dos pescadores (EKUDI) e até mesmo dos malhos de grãos (o
popular NUNCHAKU) como armas para se defenderem dos japoneses.
O Japão vence a China na Guerra Sino-Japonesa (1894-1895), em que
disputava o controle da Coréia. A paz é selada em 1895 pelo
Tratado de Shimonoseki. A China é obrigada a reconhecer a independência
coreana e a pagar indenização de guerra ao Japão,
além de ceder territórios e abrir quatro portos ao comércio
japonês. Com a vitória militar, recebe as ilhas de Taiwan
(Formosa) e dos Pescadores, além de volumosa indenização.
Por manter o interesse na Coréia, o Japão entra em guerra
com a Rússia (1904-1905). Novamente vitorioso, consolida-se como
potência e inicia sua expansão imperialista.
Devido à vitória do Japão na Guerra Sino-Japonesa,
muitos chineses e coreanos imigraram para o Japão, levando consigo
a bagagem do conhecimento das artes marciais, e também a história
do rapaz que havia vencido um samurai com uma Tonfa.
Durante a Segunda Guerra Mundial o governo militarista japonês alia-se
à Alemanha e à Itália em 1940 e ocupa a Indochina
francesa no ano seguinte. A expansão militar coloca o Japão
em choque com os EUA.
Em dezembro de 1941, os japoneses realizam um ataque-surpresa e destroem
a esquadra norte-americana ancorada em Pearl Harbor, no Havaí.
O Japão toma o sudeste da Ásia e a maior parte do Pacífico
Ocidental, mas é derrotado pelas forças aliadas e retira-se
das áreas ocupadas. A rendição só acontece
em setembro de 1945, após a explosão das bombas atômicas
jogadas pelos EUA nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. Os norte-americanos
ocupam o Japão até abril de 1952 e impõem uma Constituição
e um sistema de governo nos moldes da democracia ocidental. O Japão
assina em 1954 um tratado de defesa mútua com os EUA, que inclui
a instalação de bases militares norte-americanas. As instituições
políticas conservam, porém, certas características
anteriores, como a tradição de lealdade ao chefe.
A TONFA NA SEGURANÇA
Com
o fim da guerra, como era de se esperar, muitos chineses e muitos japoneses
imigraram para a tão prometida América, dentre eles, os
grandes mestres que levaram consigo muitos conhecimentos sobre as artes
marciais. Nascia a partir do fim da Segunda Guerra a febre das artes marciais.
O cinema passou a criar vários filmes nos quais, tinham-se como
heróis os dragões das artes marciais, os Ninjas, os combates
mortais, os grandes torneios, e toda a paixão e esoterismo que
envolve as artes marciais. Grandes pontes para o mundo oriental o qual
trouxe a grande fascinação de todos por este encantado mundo
das artes marciais.
Os grandes mestres foram os grandes responsáveis pela difusão
da Defesa Pessoal e da Tonfa nos Estados Unidos, e estes foram efetivamente
o primeiro país a utilizar a Tonfa na segurança. É
muito fácil notar em todas as imobilizações policiais
nos EUA, o uso da Tonfa pelos policiais, bem como também nos filmes.
Finalmente nos anos 70, após alguns anos de testes os americanos
passaram então a admirar a Tonfa e suas múltiplas utilizações.
Desse modo a Tonfa substituiu definitivamente o ultrapassado cassetete
termo que designa o instrumento cuja denominação original
é casse-tête (vocábulo de origem francesa), aperfeiçoaram
o MANETE – o qual era liso – tornando-o mais anatômico
e confeccionando-a em materiais mais resistente do que a madeira, ou seja,
um polímero sintético, como por exemplo, a fibra de carbono
e o polietileno (derivados do Plástico virgem de alta resistência
mecânica), e esta passou a ser conhecida naquele país como
Monadnock, ou Cassetete Americano, e iniciou seus primeiros passos pelo
mundo da segurança.
Nos anos 80, a Tonfa passou a ser difundida na Europa, como por exemplo,
a Inglaterra, a Alemanha, a Dinamarca e a França, sendo este último,
o país que mais levou a sério o assunto: tratou a Tonfa
como arma, sendo os primeiros a instituírem leis para a sua utilização
e criou-se até um porte. Hoje na França, existe a Federação
Internacional de Tonfa. Lá são ministrados vários
tipos de cursos de manejo.
Em 1985, a Tonfa finalmente chegou ao Brasil, porém com um tamanho
que não se adequava aos padrões de altura dos brasileiros,
pois o comprimento dela era de aproximadamente 80 cm, o que tornava impossível
alguns movimentos aos brasileiros. Para que a Tonfa Policial tenha um
tamanho eficiente ela deve ficar aproximadamente de 06 a 08 centímetros
abaixo do cotovelo, dessa forma a Tonfa teve a necessidade de ser adaptado
aos padrões de altura dos brasileiros, visto que a estatura média
de norte-americano era muito maior.
A TONFA NO BRASIL
Ao vir para o Brasil (o que aconteceu
somente em 1985), a Tonfa teve que ser adaptada aos padrões de
altura dos brasileiros já que, na época, não existiam
Tonfas de fabricação nacional. As Tonfas importadas tinham
proporções muitas maiores do que as atualmente aqui fabricadas,
medindo 80 cm de comprimento.
A estatura média do norte-americano é muito maior do que
a do brasileiro padrão. Para ficar adequada ao manuseio, ela deve
ser alongados 8 cm mais, em seu comprimento, em relação
ao cotovelo do portador. A Tonfa norte-americana, por sua vez, impossibilita
alguns movimentos para os brasileiros. Após a adequação
por nós efetuada, ela passou a ter aproximadamente 60 centímetros,
sendo 15 de uma extremidade ao Manete, e 45 centímetros do Manete
à outra extremidade.
Historicamente, o primeiro estudo de emprego da Tonfa no Brasil foi encomendado
para a FEPASA, porém não tendo na época grande apreciação
da diretoria daquele órgão, acreditamos que tal fato ocorreu
por falta de instrução adequada. Contudo, logo depois o
Metrô de São Paulo passou a utiliza-la, seguindo por alguns
outros usuários, como, por exemplo, empresas voltadas ao mercado
de Segurança Privada e também por Policiais Militares de
todo o Brasil.
Atualmente, no Brasil, a Tonfa faz parte do equipamento de trabalho de
Policiais, Seguranças Pessoais, Guardas Municipais e Vigilantes.
O que, porém, não é passado a estes profissionais
é que a Tonfa é apenas um instrumento auxiliar de defesa,
altamente perigosa e, se empregado incorretamente, pode causar lesões
gravíssimas ou até mesmo levar a pessoa atingida à
morte.
Tivemos, em todos esses anos, oportunidade de visitar várias Corporações,
Órgãos e empresas que utilizam Tonfa, e acabamos por levar
uma péssima impressão disso, pois os profissionais, durante
ocorrências, acabam se auto-agredindo, perdendo suas Tonfas e deixando
de utiliza-las por não saberem como, achando ainda que é
mais fácil atirar do que utiliza-la.
É importante ressaltar também que, em conflitos, muitos
profissionais perderam a Tonfa e tiveram que pagar outra para a Corporação.
Em outros lugares os profissionais utilizam a Tonfa pela extremidade,
com efeito “martelo” e acabam também por perde-la,
e por vezes, apanhando com seu próprio instrumento de trabalho.
“Outros apenas a portam no cinturão, não sabendo nem
mesmo qual é o seu nome correto! Algo lastimável...”
Exemplos vivos de imperícia e desconhecimento técnico/ teórico
temos a todo instante aqui mesmo, no estado e no país: em quantas
manifestações urbanas e tumultos em estádios pudemos
ver a policia perdendo seus instrumentos e, às vezes, ainda apanhando
com eles? As Guardas Municipais também são vitimas constantes
de tal tipo de acontecimento, principalmente ao lidar com os chamados
“marreteiros” (indivíduos com conhecimento prévio
de lutas ou artes marciais).
Paralelamente, tem acontecido de vários instrutores de defesa pessoal
estarem se apresentando como “Mestres de Tonfa”, mas isso
é uma grande inverdade, pois as técnicas por eles utilizadas
geralmente deixam muitas a desejar, já que, na hora “H”,
não funcionam e geram problemas. Se o portador não souber
ao menos empunhar a Tonfa de forma correta, seu conhecimento é
zero. Em tais casos deve haver, necessariamente, um treinamento prático
– e quando a isso nos referimos, pautamos pela seriedade, já
que não se aprende a utilizar a Tonfa em duas horas.
A TONFA POLICIAL PR-24/BTP
Hoje já existem Tonfas fabricadas
em todas as partes do mundo com os mais diversos tipos de matéria-prima,
sendo que as mais usadas são de Polímeros Sintéticos,
como por exemplo, a fibra de carbono e o polietileno (derivados do Plástico
virgem de alta resistência mecânica). Eis alguns tipos de
PRs que podem ser encontradas no mercado:
q PR-24AL - Feita de Alumínio
q PR-24S - Feita de Policarbonato extremamente duro c/ punho emborrachado
q PR-24B - Feita de emborracha para treinamento de contato
A mais recente versão é a TF-24/59 – considerada a
mais moderna Tonfa da atualidade, foi desenvolvida com a ajuda de especialistas
policiais da União Européia, da Polônia e da República
Checa, possui 59 cm de comprimento, 510 gramas de peso e é confeccionada
em Polipropileno (mesmo material utilizado na confecção
das lentes de óculos). Já se encontra a venda no Brasil
pela Internet, embora ainda não encontramos referência de
preços.
Há também PRs Retrateis, confeccionadas em liga de metal
ou aço, e outras que portam lanternas, lâminas e até
com adaptação para disparar um balote de borracha calibre
12. No cinema já existem versões feitas em cima de lâminas
extremamente afiadas que possivelmente já estão a venda
na rede para os aficionados. Vale ressaltar que existem “Copias
Genéricas da PR-24”, feitas de madeira e confeccionadas para
uso particular ou em Academia de Artes Marciais, “estas não
são recomendadas para o uso Policial ou como instrumento para seguranças
profissionais”, pois, por mais bem feitas esteticamente que possam
parecer, não suportam o rigoroso treinamento policial, onde podem
lascar ou quebrar colocando em perigo o agente durante o trabalho.
A PR mais utilizada no Brasil pode ser adquirida em nossa região
por fornecedores de insumos policiais. Feita de Polietileno com 59 cm
de comprimento – daí a origem do nome PR-24, menção
as polegadas, mais precisamente 23,2”, possui aproximadamente 500
gramas, sendo 14 cm de uma extremidade ao Manete, e 41 cm do Manete à
outra extremidade. O Punho possui 10 cm canelado para maior aderência
nas pegadas, o Manete possui estrias seguido de uma Cabeça de aproximadamente
5 cm para evitar que a PR fique instável nos movimentos circulares
de ataque e defesa proporcionando uma melhor pegada, com mais segurança
no seu manuseio diário.
Embora exista outra versão com as mesmas dimensões, esteticamente
diferente e pesando cerca de 600 gramas, tem sido rejeitada devido a ser
pouco anatômica no Manete - que é encaixado, e durante abordagens
mais duras já chegou a desencaixar, a também a questão
do peso desagradável e tendência a empenar com o uso diário
tirando sua segurança no manuseio real.
FAQ
Mudança na Atitude Mental do
Agente de Segurança – Historicamente, nos cursos oferecidos
nas Academias de formação policial, se interpretava que
o cidadão considerado suspeito, ou em desvio, que cometia um delito,
infringindo a Lei, deveria ser tratado com um meliante, o que justificava
o aprisionamento com golpes e técnicas traumáticas provocando
lesões graves na pessoa detida e em alguns casos levando até
a morte. Este tipo de conduta, além de ir contra os direitos humanos
internacionalmente assegurados, pode incitar ações em virtude
de delitos ou atos ilegais tipificados nos Códigos Civis (ações
indenizatórias por perdas e danos morais) e Penal (Crime de lesão
corporal, de constrangimento ilegal e outros) denegrindo a imagem da polícia
e das agências de segurança.
Síndrome de Rambo – Estado
característico de Policiais que se acham acima de tudo e de todos
podendo burlar as normas de conduta e segurança em busca de um
Troféu, colocando em risco a própria vida, de seus parceiros,
a dos cidadãos comuns e a do suspeito. Normalmente esta síndrome
é característica em indivíduos com desvios psicológicos,
seguido de um alto nível de agressividade, uma baixa auto-estima
e muito competitivos, onde procuram se auto afirmar tomando atitudes hora
anti-profissionais e por vezes justificando se nivelar com o próprio
marginal na questão ética e moral para alcançar seus
objetivos.
Troféu – Captura a qualquer
custo do individuo suspeito ou em desvio sem medir esforços e burlando
as regras de conduta e segurança levando policiais a adotarem táticas
de abordagem que, em muitos casos, podem causar lesões físicas
e constrangimento moral produzindo danos irreparáveis às
pessoas.
Profissionalização do
Agente – Ao mesmo tempo, que a escalada da violência tem aumentado,
as entidades de defesa dos direitos humanos, a imprensa e a população
de maneira geral, têm exigido de nossas forças de segurança
uma postura menos truculenta no lidar com suspeitos e no patrulhamento
diário das ruas objetivando zelar pela segurança da comunidade
sem entrar em choque com ela, um patrulhamento eficaz sem colocar em risco
a vida dos cidadãos comuns, resgatando a aura de respeito das agências
policiais junto à comunidade lidando com esta onda de violência
sem se nivelar por baixo com o ela.
Adequação das emoções
e das reações frente a situações de conflito
– Conceito de Gerenciamento de Crise, onde o agente policial aprende
a analisar situações de possível perigo ou conflito
físico, aumentando seu poder de observação e aprendendo
a usar suas habilidades instintivas de sobrevivência, tornar-se
assim um alvo difícil e um melhor profissional.
Técnicas preventivas frente a
situações de perigo - É uma idéia muito comum
entre as mulheres a de tentar golpear de surpresa um agressor ou dar com
a bolsa na cabeça de um possível assaltante. Hoje, porém
tais estratégias estão defasadas e uma tentativa mal sucedida
poderá resultar numa contra ação desfavorável,
pois inevitável isto somente irá irritar mais o agressor
que provavelmente voltará sua ira contra a própria vítima.
É verdade que quando o corpo é golpeado, o cérebro
efetivamente distrai-se por um instante para processar os sinais de dor.
Isto normalmente demora menos de um segundo, mas durante este tempo, o
corpo estará indefeso e se o ataque prossegue, não há
mais chance de recuperação. Porém, as pessoas devem
compreender, que a chave para a destreza marcial não reside somente
nas técnicas, como pensa o iniciante; reside também na habilidade
em entrar dentro da defesa do oponente para em seguida aplicar sua técnica.
Assim devemos inicialmente golpear para distrair e depois entrarmos com
um movimento que nos possibilite uma fuga ou uma reação
mais severa, tudo de acordo com cada circunstância, pois há
diferentes níveis de agressões, que exigem reações
diferentes.
Reação Agressiva a Situações
de Violência ou Conflito – Na verdade o que acontece é
que ao tentarmos finalizar uma agressão com outra, há um
efeito psicológico negativo; ficamos cegos com a idéia de
vitória e nossa mente fica cheia de vibrações de
ataque e destruição e não há lugar para a
defesa. Assim a hora de maior força também é a hora
de maior fraqueza, pois se a mente esta preocupada com qualquer problema,
evidentemente não conseguiremos relaxar o corpo e estaremos totalmente
abertos a um contra golpe que certamente será fatal. Esta é
uma condição muito comum em competições de
artes marciais, mas lembre-se, como digo sempre, as técnicas das
artes marciais são eficientes somente para as artes marciais, nas
ruas não existe um juiz para intervir. Se alguém lhe aponta
uma faca ou um revolver e lhe diz: “passe a carteira ou eu te mato!!!”
Você pode ter certeza de que ele realmente lhe matará. No
meio da segurança não há mais lugar para amadores
ou curiosos. Hoje os profissionais devem ser qualificados e procurarem
sempre se aprimorar, pois nas ruas pode ser que não haja uma segunda
chance para errar.
A Psicologia no Treinamento Policial
– Para compreendermos melhor esta relação é
necessário esclarecer alguns conceitos sobre psicologia, psicoterapia
e psiquiatria. Psicoterapia é um tratamento que atende tanto as
pessoas que buscam um conhecimento de si mesmas, como também aquelas
que do ponto de vista psiquiátrico encontram-se doentes. Em linhas
gerais é um processo de auto-conhecimento aprofundado, que tem
como finalidade ajudar os indivíduos a lidarem melhor com questões
emocionais mais conflitantes. A Psicologia difere da Psiquiatria quanto
à abordagem do tratamento. Em Psicologia não é feito
o uso do tratamento medicamentoso, utilizado, por exemplo, no tratamento
de doenças mentais, a psicologia trabalha com o individuo numa
abordagem terapêutica através da fala, e não faz uso
da terapia medicamentosa, deixando este mérito aos médicos.
Um esclarecimento importante que ressalta fazer é que, legalmente,
“Psicólogo não receita remédio”, somente
o medico, ou o psiquiatra em questão, pode trabalha com receituário
medicamentoso. Na Psicoterapia o trabalho é a reorganização
do mundo interior da pessoa de modo a sentir-se mais integrado do ponto
de vista emocional e com mais poder de ação no meio social.
O Psicólogo não cura nem salva ninguém, partindo
do pressuposto que tudo o que se torna conhecido a seu próprio
respeito, se torna menos assustador as pessoas, a psicoterapia ajuda o
individuo a trilhar um caminho de auto-conhecimento individual com mais
facilidade. No Treinamento Policial Especializado (o Sistema Takemussu
Policial), utilizado por nós na GM de Varginha MG, como na Psicoterapia
levamos os agentes da GM a vivência de situações de
conflito e estas na medida que se tornam conhecidas da pessoa são
mais facilmente elaboradas, possibilitando uma adequação
das emoções e uma melhor reação frente a tais
situações.
Desarmamento de Armas de Fogo –
Este processo somente é possível quando a arma se encontra
em contato ou a curta distância. É necessário para
a segurança do agente inicialmente neutralizar da linha de fogo,
ou seja, entrar dentro da guarda do agressor impossibilitando este de
disparar no agente. Outro aspecto importante deste tipo de ocorrência
é o referente à Avaliação do Campo de Combate,
ou seja, verificar se o momento é propicio para a ação,
se existe presença de espectadores, e se ao neutralizar a linha
de fogo sobre si, o agente não a colocar na direção
de um terceiro, seja outro profissional envolvido na ação
ou um espectador, evitando assim a ocorrência de fogo amigo ou bala
perdida, decorrente de uma ação precipitada, ou mau sucedida.
Desarmamento de Arma Branca –
Como instrutor de defesa pessoal policial considero o processo mais perigoso
de desarmamento, visto que há necessidade de uma entrada perfeita
na guarda do agressor mantendo a distância vital da arma e ponto
de desequilíbrio perfeito para que o agente não caia no
solo com o agressor. Para entendermos melhor do assunto devemos esclarecer
alguns conceitos básicos: Funcionamentos da biomecânica –
Dominar noções básicas de anatomia, fisiologia e
manuseio das articulações. Bloqueios Articulares –
Técnicas de Controle e Aprisionamento onde são usados pontos
de dor, técnicas de absorção e antecipação,
alavancas mecânicas, enlaces, projeções, forçamentos,
torções ou luxações onde o agente poderá
conter, desarmar ou inutilizar a ação da arma do agressor.
Aspectos da Legislação
Brasileira quanto ao uso de força que podem responsabilizar policiais
e agentes de segurança – Promoção do aprisionamento
de suspeitos ou cidadãos em desvio sem lhes acarretar danos de
natureza moral ou física. Execução da função
policial sem infringir os direitos humanos internacionalmente assegurados,
mantendo a mesma eficiência física ao promover o aprisionamento
de forma a impedir a fuga ou o revide do suspeito/criminoso.
Aspectos da Medicina Legal que envolvem
golpes traumáticos causados por policiais e agentes de segurança
– Promoção do cumprimento do dever policial, sem o
uso da violência, com eficiência, e com total proteção
dos direitos, tanto do agente quanto do aprisionado.
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